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Tudo que seu filho precisa para crescer cheio de saúde

A busca por um futuro com menos doenças deve começar quando seu filho ainda estiver na barriga e continuar permeando cada hábito que compõe a rotina dele. Saiba como guiá-lo em cada etapa, para que não falte disposição – nem sorrisos

Faça um exercício de memória: identifique as escolhas do passado que mudaram o rumo da sua vida. Provavelmente, a conclusão será de que elas começaram lá na adolescência, com a preparação profissional, e que as atitudes da infância não tiveram grande impacto no curso da sua história. Não é bem assim. O que acontece é que, no começo da vida, alguém – pai, mãe ou cuidador – tomou boa parte das decisões por você. E elas fizeram a diferença para formar a pessoa que é hoje.

Agora, chegou a sua vez de decidir pelo seu filho – e é preciso começar cedo. Dos cuidados durante a gravidez, quando o hábito de caminhar sempre pode até torná-lo mais inteligente, passando pela amamentação, o cardápio do dia a dia, o horário de dormir, as vacinas, as consultas com o pediatra e até as brincadeiras, tudo faz parte da construção de uma infância mais saudável, livre do fantasma da obesidade, e que terá impacto direto no futuro da criança.

Cada escolha certa é uma oportunidade a mais de garantir a qualidade de vida do seu filho lá na frente. Nem sempre é fácil tomar a melhor decisão. A dona de casa Ana Paula Santos, mãe de Guilherme, 10, sabe bem como é difícil reverter o prejuízo – mas não impossível. Quando o filho tinha 3 anos, o marido foi transferido para os Estados Unidos e a família toda se mudou. A nova casa, forrada de carpete, tornou as crises de bronquite do menino cada vez mais frequentes. Na escola, a ansiedade por conta da dificuldade de adaptação, aliada à alimentação calórica dos americanos, fez com que ele comesse mal e em excesso, ficando acima do peso.

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Não demorou para que o sono fosse afetado e a autoestima despencasse. “Não sei exatamente quando perdemos as rédeas da situação. O fato é que, quando retornamos ao Brasil, em 2011, Guilherme estava obeso, ansioso, não dormia direito e nem conseguia acompanhar o programa escolar (aos 9 anos, ele não sabia ler nem escrever)”, conta ela.

Aqui, Ana e Guilherme decidiram dar um basta em tudo isso. O primeiro passo foi consultar um neuropsicólogo, que o diagnosticou com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, distúrbio que compromete a concentração, entre outros problemas. Um tratamento conjunto com neuropsicólogo e psiquiatra melhorou a capacidade de aprendizado e ele foi alfabetizado. Já o otorrino atribuiu as noites mal dormidas à apneia do sono, que provoca interrupções na respiração, afetando a qualidade do descanso. Uma cirurgia para retirar amídalas e adenoides devolveu a ele o repouso noturno. As aulas de natação, quatro vezes por semana, acabaram com as crises de bronquite. E, agora, a expectativa da mãe é que o novo cardápio balanceado, elaborado por um nutricionista, ajude a eliminar os quilos extras. “Com muito esforço e dedicação, tudo está começando a entrar nos eixos”, comemora.

O ideal, mesmo, é tentar evitar que a situação chegue a esse ponto. Mas não se culpe, achando que perdeu a hora. A infância representa uma chance valiosa para moldar um adulto sem doenças, como as do coração e o diabetes, e livre de ansiedade, depressão e outros males do gênero. Basta que, a exemplo de Ana Paula e Guilherme, filhos e pais reúnam esforços, parem de adiar e sigam, desde já, o caminho para uma vida saudável.

Nove meses de bom exemplo

A partir do momento em que a vida começa no útero, cada atitude da mãe vai influenciar o desenvolvimento do filho, a ponto de definir características que persistirão até a fase adulta. E não estamos nos referindo somente aos exames e consultas do pré-natal que, obviamente, são fundamentais para a prevenção de doenças e malformações no bebê. O impacto dos hábitos da gestante na criança vai além, e vem sendo foco de muita investigação científica.

Pesquisadores do Dana-Farber Children’s Cancer Center (EUA) analisaram o histórico de mais de 8 mil crianças e constataram uma menor incidência de alergias naquelas em que as mães comeram amendoim com frequência durante a gravidez. “Tudo o que a gestante consome passa para o bebê pela placenta. E expor o feto a itens potencialmente alergênicos, como amendoim e peixes, ajuda a adaptar o sistema imunológico dele a esses alimentos, diminuindo o risco de alergias”, concorda o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).

Diversificar, sim, mas com critério do que se coloca no prato. Essa é a mensagem de um estudo conduzido pela Universidade de Yale (EUA). Partindo de uma revisão de testes com humanos e de um experimento com cobaias, os cientistas constataram que mulheres que ingerem muita gordura na gravidez aumentam os riscos de a criança ser obesa quando crescer. “A dieta gordurosa desequilibra os mecanismos relacionados à saciedade, como a ação do hormônio insulina. Isso quer dizer que o cérebro do bebê é programado, desde o útero, para ganhar peso durante a vida”, explica Tamas Horvath, autor do trabalho.

É evidente que romper com o sedentarismo também favorece o bebê, segundo um experimento recente da Universidade de Montreal, no Canadá, que avaliou a atividade cerebral de 18 recém-nascidos. Mulheres que praticaram exercícios físicos moderados, três vezes por semana, em sessões de 20 minutos, tiveram filhos com uma resposta cognitiva mais madura.

“A atividade física melhora o fluxo sanguíneo na placenta e, consequentemente, aumenta a oxigenação fetal. É possível que os neurônios e as conexões entre eles sejam beneficiados por esse processo”, esclarece a médica do esporte Ana Lucia Pinto, da USP. Vale, portanto, conversar com o seu obstetra e considerar uma natação, uma caminhada ou uma aula de ioga.

Aos cuidados do pediatra

Do nascimento à adolescência, é o pediatra quem vai oferecer, digamos, todo o apoio técnico para o seu filho crescer saudável e em segurança. Isso requer uma parceria de confiança, em que ele participa com a experiência e você, com a prática. Por isso, a palavra de ordem, na hora de elegê-lo, é critério. Converse com amigos e familiares, busque referências e procure saber, principalmente, se ele é didático, paciente e acessível. Você vai precisar recorrer inúmeras vezes a esse especialista nos primeiros anos de vida do seu filho e deve se sentir seguro e amparado quando isso acontecer.

Tê-lo por perto é fundamental não só nas emergências. Os dois primeiros anos de vida da criança são determinantes para a formação da estrutura neurológica, que define o potencial de desenvolvimento dela, segundo o pediatra Donizetti Giamberardino, diretor técnico do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). Essa é a razão pela qual o médico deve acompanhar a aquisição da fala, as características motoras e o comportamento, incluindo padrão de sono, choro e reações a estímulos.

Após essa fase, o acompanhamento passa a ser anual, mas tenha em mente que recorrer ao pediatra do seu filho é sempre mais seguro e adequado do que apelar para o pronto-socorro. É ele quem conhece o histórico da criança e é capaz de prescrever tratamentos ou solicitar exames sob medida.

Picada que protege

Todo mundo sabe que está longe de ser uma situação agradável: você, sem poder fazer nada, vendo seu filho chorar por causa da agulha e tentando convencê-lo de que é pelo bem dele. E pior, sabendo que ali estão sendo inoculados micróbios causadores de doenças. Só com muito autocontrole. A vacina é a melhor aliada do seu filho, pois promove uma espécie de treino para uma eventual guerra, só que com “inimigos” atenuados ou mortos, incapazes de causar estrago. Quando injetados no organismo, são detectados pelas células de defesa do corpo que aprendem a combatê-los e guardam uma “memória imunológica”. Daí para frente, se um “agressor” de verdade tentar infectar a criança, sua guarda estará preparada para expulsá-lo.

O calendário de vacinação brasileiro é bastante completo e deve ser seguido à risca. Ele tem 14 vacinas gratuitas, muitas delas aplicadas em três doses, sendo que algumas devem ser administradas no recém-nascido, como a de hepatite B. Se, por qualquer razão, seu filho perdeu uma, regularize a situação. É melhor prevenir do que remediar.

Sono revigorante

Dormir para crescer. Essa máxima é velha conhecida dos pais, já que o hormônio do crescimento é secretado durante o descanso noturno. O que nem todo mundo sabe é que essa mesma substância tem a função preciosa de renovar os tecidos de todos os órgãos, assegurando que eles trabalhem harmonicamente.

“Também há evidências de que o sono atue como fator protetor contra infecções e processos inflamatórios, inclusive os que estão por trás do surgimento de tumores”, ressalta a neurologista Marcia Pradella-Hallinan, do Instituto do Sono da Unifesp. As benesses de uma noite tranquila não param por aí.

Segundo uma pesquisa da Universidade de Chicago (EUA), a falta de sono desregula o metabolismo de açúcar e gordura. Depois de monitorar o padrão de sono de 300 crianças, com idade entre 4 e 10 anos, e analisar parâmetros como Índice de Massa Corporal e do hormônio insulina, os cientistas verificaram um risco quatro vezes menor de desenvolver disfunções como obesidade e diabetes no grupo que dormia pelo menos nove horas por dia, em comparação com os que tinham sono irregular ou insuficiente.

Entretanto, para desfrutar desses efeitos positivos, não basta garantir que seu filho permaneça na cama pelo tempo recomendado para a faixa etária dele. É preciso ter certeza de que a qualidade do repouso está de acordo com o desejável. “Ronco, movimentos e despertares frequentes durante a noite, hiperatividade e mudanças de humor ao longo do dia podem indicar um sono insuficiente e merecem avaliação médica”, avisa Marcia.

Em casa, faça a sua parte e determine uma rotina, como um banho morno antes de colocar o pijama. Assim, será mais fácil garantir noites tranquilas e revigorantes para toda a família.

A importância da atividade física

120 MINUTOS POR DIA. ESSE É O TEMPO QUE O SEU FILHO PRECISA MOVIMENTAR O CORPO, SE ELE TEM ENTRE 2 E 5 ANOS.”

A partir dessa idade, a necessidade cai para uma hora diária, segundo a OMS. Parece muito? Não é, se você considerar que ele pode gastar essa cota brincando, pulando, correndo ou jogando bola. A recompensa vale a pena.

“A atividade física fortalece a musculatura torácica, melhorando a capacidade respiratória; atua na formação óssea, prevenindo osteoporose no futuro; protege os vasos sanguíneos, impedindo o acúmulo de gordura e a elevação da pressão arterial que, um dia, poderiam culminar em doenças cardiovasculares; reforça o sistema imunológico; e afasta a ameaça da obesidade”, garante a pediatra e médica do esporte Ana Lúcia Pinto, da USP.

Mas não adianta exigir que seu filho se movimente se você passa o fim de semana em frente à televisão. As crianças têm os pais como referência e tendem a reproduzir o comportamento deles. Hora de rever seus próprios hábitos.

Presente dos músculos
Quando nos exercitamos, o tecido muscular fabrica uma substância chamada miocina. Por sua vez, ela estimula a liberação de células anti-inflamatórias, explica a pediatra Ana Lucia Pinto. O resultado é uma imunidade mais eficiente e uma redução na ocorrência de doenças típicas da infância, como amidalite, sinusite, bronquite e asma.

Um molde no paladar

Se a alimentação é nosso combustível para viver, a saúde depende dela, em boa parte. Por isso é tão importante ter consciência do que (e quanto) ingerimos. Cabe aos pais ensinar aos filhos como comer bem desde cedo – a começar pela primeira papinha, aos 6 meses de vida. “A criança precisa de comida e não de sopa. É necessário mastigar, usar a gengiva e os dentes”, defende o pediatra e nutrólogo Ary Lopes Cardoso, do Instituto da Criança (SP).

Ele reforça que a refeição deve ser gostosa, para despertar o prazer em se alimentar. E não é preciso preparar um prato exclusivo – a criança deve se adaptar à família, desde que tenha hábitos saudáveis. Você pode amassar arroz, caldo de feijão e pedaços de carne com um garfo, e servir com legumes e verduras picados. Ou tentar uma massa – como o nhoque –, com molho de tomate. Purês de legumes, como batata e cenoura, também costumam fazer sucesso.

O segredo é garantir, na composição do prato, hortaliças, cereais, leguminosas, frutas e carnes. Os temperos não são proibidos, mas é preciso maneirar no sal. Açúcar, gordura e produtos embutidos devem, de preferência, ficar fora da mesa. Nem é preciso dizer que o bom exemplo dos adultos faz toda a diferença para que a criança aprenda a incorporar o que faz bem à dieta.

Tão importante quanto cuidar do cardápio é adequar o comportamento alimentar da criança, fazendo-a comer de forma saudável, nas horas certas. Varie diariamente os ingredientes para ampliar seu repertório de sabores. O melhor é fornecer cada alimento separadamente, para que ela saiba distingui-lo e estabeleça suas preferências – e deixar que ela os manipule. E se você tem horror à bagunça, é bom rever seus conceitos. Uma pesquisa da Universidade de Swansea, no Reino Unido, com 298 bebês de 18 a 24 meses, sugere que as crianças comam sozinhas desde os 6 meses, e com as mãos.

“Elas são capazes de pegar massas e purês e, enquanto isso, treinam o próprio apetite, aprendendo a interpretar quando estão satisfeitas, o que previne um padrão de exageros alimentares no futuro”, garante a pesquisadora Amy Brown, que conduziu o estudo.

Desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Essa é a distribuição de refeições ideal para o seu filho se acostumar a uma rotina regrada desde pequeno. E atenção! Nada de deixá-lo comer em frente à TV nem barganhar para que coma mais quando já estiver satisfeito.

Equívocos que engordam

Abrir a guarda para o famigerado fast-food é uma armadilha que deve ser evitada. “A garotada não sabe que ele é palatável até experimentá-lo. É importante os pais deixarem claro que esse tipo de produto não faz bem”, aconselha a nutricionista Andrea Galdino Figueiredo, do Hospital Beneficência Portuguesa (SP). Do contrário, o indesejado sobrepeso poderá se instalar desde cedo, o que prejudica tanto a saúde física como a emocional, ao comprometer as relações interpessoais.

Foi o que aconteceu com Ana Júlia, filha da veterinária Fabiana Martinez Souza, de 40 anos. A menina tem tendência a engordar por conta da genética da família paterna, mas seu peso era normal até os 4 anos, quando passou a frequentar a escola em período integral. Lá, Ana Júlia fazia refeições pesadas, ricas em gorduras e açúcares. “O cardápio era todo errado. Eles serviam embutidos, tortas e doces. Então, ela começou a ganhar peso rapidamente e, aos 7 anos, chegou a pesar 44 quilos”, lembra Fabiana.

Ana Júlia sofria com o bullying dos colegas. Depois de muita reivindicação das mães, a empresa responsável pela alimentação escolar foi finalmente substituída. Ao mesmo tempo, a menina começou a fazer exercícios físicos regularmente – balé, natação e ginástica olímpica –, o que a ajudou a emagrecer. Em casa, a mãe optou por uma mudança radical: na despensa, não entrariam mais produtos calóricos.

“No começo, foi difícil. Ela queria comer bolacha, doce, e ficava irritada. Eu dizia: ‘Tem fruta’. Aos poucos, ela foi se acostumando”, conta Fabiana. Com as trocas certas e muita firmeza, a rotina de exercícios combinada com a reeducação alimentar de Ana Júlia surtiu resultado. Hoje, aos 10 anos, ela pesa 34 quilos e não sofre mais com os apelidos pejorativos na escola. Sem contar que, certamente, ela se tornará um adulto mais consciente do que é fazer escolhas para uma vida mais saudável e feliz.

Fonte: revistacrescer.globo.com

Como evitar o consumismo entre as crianças?

Como evitar o consumismo entre as crianças?

Antes de atender a lista de compras do seu filho, pare e pense: será que ele não foi atacado por um surto de consumismo?

Pela televisão ou Internet, as crianças estão sendo bombardeadas por mensagens que estimulam o consumo. Ana Maria Dias da Silva, psicóloga e coautora do livro A Criança e o Marketing (Ed. Summus), fala sobre a questão:

Raiz do problema

Os pais que não conseguem dedicar tempo suficiente aos filhos se sentem culpados e, para compensar a ausência, satisfazem todas as vontades deles e os enchem de presentes e mimos. Assim, mostram que o consumo é um modo de vida.

Como ensinar a consumir

Para estimular o consumo consciente, deixe claro que possuir determinado produto implica avaliar o quanto aquilo é necessário naquele momento. Mais: ensine ao seu filho que para comprar qualquer coisa ele terá de abrir mão de outras. Assim, a criança aprende a ter senso crítico e a priorizar.

Dica legal: na hora de comprar um presente para o seu filho, pense também no que não tem valor material.

Fonte: www.mdemulher.abril.com.br

Brincadeiras de crianças na Páscoa

Toda criança adora Páscoa, não só pelo fato de ganhar vários ovos de chocolate, mas também por ser um feriado gostoso, no qual é possível reunir toda a família e brincar muito. Pensando nisto, separamos algumas brincadeiras para você preparar para a criançada. Tome nota e faça a festa com elas:

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Caça-ovos

Como brincar: conte para seus filhos que, durante a noite, o coelhinho escondeu vários ovos pela casa. A criança precisa apenas procurar. Para que a brincadeira fique ainda mais divertida, cole no chão as pegadas do coelho que podem ser feitas de papel. Você também pode usar talco e seus dedos para simular as pegadas do bichinho.

Pintar ovos

Como brincar: reúna as crianças para pintarem os ovos de galinha. Os ovos pintados podem ser entregues como presentes aos avôs e tios. Para não ter sujeira, é melhor trabalhar com os ovos já cozidos.

Corrida dos ovos

Como brincar: a criança precisa pegar um ovo cozido, colocar uma colher na boca e correr de um lado para outro equilibrado o ovo. Quem chegar primeiro sem deixar o ovo cair é o grande vencedor.

Amigo ovo

Como brincar: é como um amigo secreto, mas de Páscoa. Nele, cada participante deve tira um papel com o nome de outro participante – e não deve contar a ninguém quem é. No dia da brincadeira, através de dicas, os outros tentam adivinhar quem é. Quando isso ocorre, há troca de ovos de Páscoa. Quem recebe o ovo é o próximo que dá as dicas e, assim, sucessivamente.

Coelhinho sai da toca

Como brincar: distribua bambolês pelo chão. Cada criança deverá ficar dentro de um bambolê. Sempre que você gritar: “coelhinho sai da toca”, as crianças devem trocar de bambolê. Quem ficar de fora, precisa esperar a próxima rodada. A cada rodada você deve tirar um bambolê.

fonte: mdemulher.abril.com.br

Produtos de beleza para crianças: pode?

Cada vez mais, salões de beleza e spas oferecem serviços para agradar os mais novos. Especialistas recomendam cautela.

A menina vê a mãe se maquiando todo dia de manhã, fazendo as unhas no salão todo sábado e comprando uma pilha de produtos para o cabelo. Inevitavelmente, um dia ela vai perguntar se não pode participar da “brincadeira”. Pode até parecer inofensivo deixar as crianças passarem um pouco de batom, mas o ideal é que isso aconteça com pouca frequência.

i130013Produtos que os adultos usam diariamente, como base, blush, batom e esmalte não são indicados para crianças. “Cosméticos têm muita química e a pele da criança absorve todos esses compostos. Eles podem causar vermelhidão, coceira e manchas” afirma Alessandra Cavalcante, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz (SP). Isso porque a pele da criança é mais sensível que a do adulto e seu sistema imunológico não está maduro o suficiente para lidar com algumas substâncias.

Da mesma forma, produtos para cabelo, como tintura e os usados em escovas progressivas, também devem ficar longe dos menores. Eles são absorvidos pelo couro cabeludo e podem danificar os fios, que são mais finos e frágeis. Fazer escova e chapinha, mesmo que o processo não envolva química, também só de vez em quando. Além de ressecar, eles podem causar queda de cabelo. “Quando tem um casamento, uma festinha, tudo bem pintar a unha sem tirar as cutículas, passar um brilho na boca e escovar o cabelo. Isso só não pode ser uma rotina da criança”, defende Alessandra. Mas lembre-se: só após os 4 anos e com produtos específicos para a criança, com registro no Ministério da Saúde.

Além das questões de saúde, há o problema da introdução precoce de valores estéticos. “Os pais precisam respeitar a beleza dos filhos. Uma menina não sabe que o cabelo liso é mais legal, alguém falou isso para ela. Temos hoje um sério problema de autoestima, porque seguimos um padrão de beleza europeia sem ter corpo de europeia. A gente vive brigando com esse padrão e acaba passando isso para os nossos filhos”, diz Mara Pusch, psicóloga do Centro de Apoio à Adolescência da Unifesp.

Mas é claro que as meninas podem brincar de maquiagem ou andar com o sapato de salto da mãe de vez em quando, desde que elas o façam em clima de brincadeira, sem o compromisso com o que os adultos acham bonito. “Se a criança faz escova progressiva com 10 anos, ela nem tem a oportunidade de descobrir se gosta do seu cabelo”, diz a psicóloga.

Mara orienta os pais a conversarem desde cedo sobre questões de autoestima e valorizar a beleza dos filhos. Outra dica, para as mães que trabalham fora ou se arrumam durante a semana, é tirar alguns dias para ficar de cara lavada, shorts e sandálias de borracha, para mostrar aos filhos que o “natural” também é bacana. Além disso, é importante controlar televisão e jogos para que a criança tenha acesso apenas ao que é adequado à sua faixa etária, evitando assim conteúdos que possam despertar interesses precoces.

Fonte:revistacrescer.globo.com

Como evitar que seu filho tenha medo do dentista?

Acredite: é possível que você eduque a criança e ajude-a a nunca temer o barulhinho do motor na cadeira do dentista. Tudo começa em casa: mesmo quando seu filho ainda é banguela, você pode introduzir as noções de saúde bucal a ele. Limpar a gengiva com gaze, por exemplo, já cria o ritual de higiene – e ele aprende que é algo natural, indolor. Depois, quando nasce o primeiro dente, uma escova colorida tornará o momento da limpeza divertido. Cantar uma música e até inventar uma história para contar ao seu filho podem fazer parte também.

E sabe por que isso tudo é importante? O modo como o assunto “dentista” for apresentado desde o começo da vida das crianças será fundamental para que não criem resistência ao assunto. Vale até levar seu filho com você a uma consulta, como acompanhante – junto com outro adulto, claro, para que fique de olho nele. Esse é o primeiro passo para a criança se familiarizar com o ambiente. Dessa forma, quando chegar a vez dela ser o paciente, não vai estranhar ter de ficar um tempinho deitado enquanto o dentista examina a sua boca. Outro ponto importante é não esperar o seu filho ter alguma dor nos dentes para agendar a primeira consulta. O ideal é que a visita ao profissional aconteça no primeiro ano de vida. “Os procedimentos serão só de prevenção. E o profissional vai orientar os pais sobre a importância dos hábitos saudáveis para evitar cáries”, explica Marcelo Bönecker, professor titular de odontopediatria da Universidade de São Paulo (SP). Quando for mais velho, a conversa será do médico com ele mesmo.

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E mais: quando o bebê tem de 1 a 2 anos, seu círculo social é menor e inclui basicamente a família. “Nessa fase, a influência dos pais é maior. Ainda não há risco dos amigos da escola contarem histórias negativas relacionadas ao dentista”, afirma Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP). Ouvir algum relato de dor ou sofrimento pode deixar a criança com medo, antes mesmo de ela conhecer o consultório.

Isso vale também para você. Não basta explicar a seu filho como é importante e tranquilo ir ao dentista, se, mesmo sem querer, você costuma soltar frases como: “Vou desmarcar com o doutor hoje”, “Não quero nem ver quando eu entrar naquela sala” ou “Já sei que vou sentir dor!”. Não se iluda: a criança está escutando seus resmungos e absorverá esse sentimento de insegurança. Portanto, se os pais temem ir ao dentista, não devem manifestar esse medo perto dela. A abordagem positiva sobre o assunto precisa ser verdadeira. “A gente imagina que educa com o que fala. Mas as crianças aprendem pelo não verbal também”, explica Calegari.

E mais: quando o bebê tem de 1 a 2 anos, seu círculo social é menor e inclui basicamente a família. “Nessa fase, a influência dos pais é maior. Ainda não há os amigos da escola para contar histórias negativas relacionadas ao dentista”, afirma Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP). Ouvir algum relato de dor ou sofrimento pode deixar a criança com medo, antes mesmo de ela conhecer o consultório.

Isso vale também para você. Não basta explicar a seu filho como é importante e tranquilo ir ao dentista, se, mesmo sem querer, você costuma soltar frases como: “Vou desmarcar com o doutor hoje”, “Não quero nem ver quando eu entrar naquela sala” ou “Já sei que vou sentir dor!”. Não se iluda: a criança está escutando seus resmungos e absorverá esse sentimento de insegurança. Portanto, se os pais temem ir ao dentista, não devem manifestar esse medo perto dela. A abordagem positiva sobre o assunto precisa ser verdadeira. “A gente imagina que educa com o que fala. Mas as crianças aprendem pelo não verbal também”, explica Calegari.

No consultório

Tomando esses cuidados prévios, é hora de agendar a primeira consulta. Escolha um profissional competente e que esteja acostumado a atender crianças. Isso fará toda a diferença: o tempo reservado ao seu filho será maior, já prevendo a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa e lenta. Outra característica essencial do profissional é que ele seja paciente e responda, sem pressa, às perguntas curiosas do seu filho. Diante de um cenário novo e com tantos detalhes, é natural que ele queira saber para que serve o algodão ou por que o profissional precisa se vestir de branco.

A relação que o especialista estabelecerá com a criança será de amizade e confiança. “Ele vai explicar que ajudará a prevenir bichinhos no dente e que ainda deixará o sorriso mais bonito”, diz Bruna Borges Stofella, cirurgiã-dentista do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Ela conta que a técnica principal para conquistar a segurança do paciente é a brincadeira associada ao diálogo. A massa que colocará no dente é verde? Então ela diz que é do Ben 10, aquele personagem do desenho animado. E se, mesmo assim, a criança tiver medo ou não quiser abrir a boca? A música e a televisão podem ajudar a acalmar. Outra estratégia é usar um boneco como paciente (vale levar aquele preferido do seu filho): o dentista coloca o espelho diante do sorriso do brinquedo e mostra para a criança todos os procedimentos na boca dele. O dentista segue adaptando o vocabulário e explicando, de forma simples, o que será feito.

Se precisar usar o motor de baixa rotação, por exemplo, pode mostrar no dedo da criança como a máquina faz cócegas. Ela vai achar divertido sentir o dente tremendo após essa abordagem. Caso o procedimento seja mais complexo, o dentista pode fazer um pacto com o seu filho. Se ele sentir dor ou desconforto, deve erguer a mão, para que o especialista pergunte o que está acontecendo. E claro: jamais a palavra “dor” deve ser usada. O dentista dirá simplesmente: “Qualquer coisa, use o nosso código e eu paro o que estou fazendo”. Se mesmo diante de todos esses truques, a criança ainda apresentar medo de dentista, pode ser necessário procurar a ajuda de um psicólogo. Mas os especialistas garantem: só em situações extremas isso se faz preciso. Em geral, há sucesso na experiência.

Para garantir que dê tudo certo, é importante que você tenha a postura correta durante a consulta do seu filho. A presença de um responsável legal, além de obrigatória, ajuda a transmitir segurança à criança. No entanto, se você for ansioso ou inseguro, é melhor pedir para que seu companheiro seja o acompanhante. Mas atenção! Quem está no controle da situação é o dentista: você não pode interferir no andamento do trabalho dele. Combine previamente com o profissional e pergunte o que pode fazer: segurar a mão do seu filho, conversar sobre outros assuntos ou simplesmente ficar em silêncio.

E uma dica fundamental: nunca associe a consulta a castigo ou ameaça, por exemplo. Nada de dizer: “Se você não se acalmar, vou levá-lo para o consultório!”. Nem prometa algo previamente: “Caso você se comporte no dentista hoje, vai ganhar presente!”. Seu filho precisa entender que é uma experiência necessária, que só fará bem a ele. E ainda pode ser divertida!

Fonte: revistacrescer.globo.com

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